Eliane Penachim
Fonoaudióloga
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AMAMENTAÇÃO

 

A amamentação é uma ação aprendida e tem impacto a longo prazo na vida de um ser humano. É um momento importante tanto para o bebê quanto para a mãe, estabelecendo uma grande relação afetiva. É verdadeiramente um momento mágico com muita energia e encantamento.
Aspectos relevantes como saúde física e emocional da mãe e bebê, ambiente tranquilo, posição e disponibilidade podem influenciar neste momento, por isso o conforto de ambos é necessário para o registro saudável desta ação, que é uma das mais complexas e importantes após o nascimento.

O desenvolvimento alimentar inicia-se com a amamentação e é a preparação dos órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua e bochechas) para as futuras transições da alimentação. O processo de amamentação nem sempre é fácil, mas é de extrema importância o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e mantê-lo até dois anos de idade, segundo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse momento se eterniza em todas as partes de mundo com campanhas, movimentos, passeatas pois é uma ação de ordem pública.

Estudos mostram que amamentar traz benefícios para a mãe como redução da incidência do câncer de mama e osteoporose, além da contração uterina. Para o bebê existe a relação com a diminuição de doenças alérgicas, diabetes, otites medias, infeções entre outras. As contraindicações do aleitamento materno são raras, mas podem existir como por exemplo quando a mãe é portadora do vírus HIV.
Para a Fonoaudiologia o aleitamento materno auxilia no desenvolvimento das estruturas orais como lábios, língua, bochechas e músculos da face, os chamados órgãos fonoarticulatórios que já foi citado anteriormente. E também colabora com o Sistema Estomatognático que desempenha funções importantes como respiração, sucção, mastigação e deglutição. Com a amamentação o bebê desenvolve estruturas ósseas que diminuem o retrognatismo mandibular presente ao nascimento, que é uma posição mais posterior de mandíbula que entre outros fatores pode dificultar o aleitamento.
Alguns hábitos orais que podem ser prejudiciais tendem a não aparecer nas crianças que amamentam, pois com a sucção do leite materno ocorre bom desenvolvimento dos músculos da face. Claro que qualquer hábito deve ser observado de aspecto global no desenvolvimento da criança, e o tempo cronológico envolvido. Nem todos estes são definitivos, ou seja, podem ser retirados em determinada época sem causar nenhum impacto no desenvolvimento do bebê ou criança.
Nem sempre a amamentação acontece da maneira desejada ou tranquila, podem acontecer dificuldades relacionadas à mastite, fissuras, pega ao seio, engasgos, frênulo encurtado, baixo ganho de peso entre outros. Estes são fatores possíveis de serem resolvidos, se detectados logo no início quando surgem e devem orientados por especialistas como médicos, enfermeiros e fonoaudiólogos.
Algumas das alterações citadas anteriormente o Fonoaudiólogo é um dos profissionais que auxiliará na resolução da dificuldade através de orientação, exercícios da técnica especifica da Fonoaudiologia, bem como com acolhimento e orientação. É um acompanhamento especifico que requer além de conhecimento muita dedicação e amor.
A orientação correta e informação adequada com certeza promoverá uma amamentação saudável para o bebê e para a mãe.
Amamentar é um ato de amor, é cumplicidade, é saúde e alegria.

Ter alteração no frênulo lingual pode ter impactos e comprometer as funções realizadas pela língua como sucção, mastigação, deglutição e futuramente a fala. Os movimentos podem ficar limitados dependendo do tamanho, forma e local que esta alteração está inserida. A amamentação é a ação que pode precocemente demonstrar o encurtamento do frenulo lingual, sendo que por conta da anatomia alterada dificulta a pega ao seio materno, os movimentos ondulatórios ficam prejudicados, modificando assim a função de sucção podendo por vezes interferir no ganho de peso do bebê visto a dificuldade na retirada do leite. Isso pode ocasionar ainda lesões no seio da mãe e desorganização e estresse no bebê.

O teste da linguinha é um exame que faz o diagnóstico precoce do frênulo lingual, ele indica se o bebê tem a “língua presa “. A língua presa ou
anquiloglossia (nome cientifico), ocorre quando a membrana embaixo da língua é menor que o normal, prejudicando a movimentação da mesma. Algumas vezes ela pode ficar fixa na ponta de língua parecendo a forma de um coração.

 

TESTE DA LINGUINHA

 

Na introdução alimentar esta alteração pode prejudicar a mastigação causando dificuldade na movimentação da língua referente à lateralização, transporte do alimento de um lado para outro para ser mastigado e até mesmo na função de deglutição. A avaliação do frenulo lingual pode ser realizada preferencialmente pelo Fonoaudiólogo, médico ou dentista habilitados e capacitados para este fim. O protocolo foi criado pela Fonoaudióloga Roberta Lopes de C.Martinelli. Recomenda-se que o teste seja feito na maternidade ou até o primeiro mês devida, porém pode ser realizado em qualquer idade.

A prevenção do teste é para minimizar ou extinguir o desmame precoce. O exame é feito de forma simples, indolor e rápido. Se detectada a alteração a criança é encaminhada para a cirurgia que é realizada geralmente pelo médico ou dentista pediátrico. O diagnostico precoce é fundamental como prevenção e para evitar dificuldades de amamentação, alimentação e fala. Na suspeita de alguma dificuldade procure o médico ou Fonoaudiólogo.

A atuação Fonoaudiológica com bebês é intensa nas questões de amamentação e alimentação. Este teste está na Lei n* 13002/2014 , que é obrigatório nos hospitais.

 

Para esclarecer:

 

 - o teste deve ser feito ao nascer para prevenir alterações que possam prejudicar a amamentação, desmame precoce, e no futuro a Introdução Alimentar e a fala !


Minha prática clínica em consultório , onde recebo diariamente bebês neonatos e até com meses depois apresentando alteração no frenulo lingual posso dizer que é um absurdo ! Pois as sequelas de um NÃO diagnóstico precoce causam danos:


 - na amamentação
 - na sucção e deglutição

 - engasgos mais frequentes
 - fissuras e machucados no seio materno

 - dificuldade no ganho de peso

 - na sintonia mãe e bebê porque gera estresse no momento de mamar

 - irritabilidade

 - cólicas pois o bebê engole mais ar pela dificuldade de mamar
 - desmame precoce

 - introdução da mamadeira precocemente

 - introdução das fórmulas de leite que podem desencadear outras alterações gastrointestinais

 - na própria imunização recebida através de leite materno

 - dificuldades na Introdução Alimentar

 - na fala , principalmente para os fonemas /r/ brando de aranha , areia e dos grupos consonantais com /r/ como trabalho, treze, e outros.


Fico penalizada quando as mães chegam ao meu consultório e choram por não terem amamentado !!! E ainda se culpam disso, elas não têm culpa nenhuma !!!!!!